domingo, 12 de abril de 2009

"O porteiro das portas fechadas"

Voltás-te? Mas os meus olhos não te enxergam,
És transparente, figurante de episódio desinteressante.
És Anjo ou diabo disfarçado?
És grande, ou feiticeiro enfeitiçado?

És mar onde mergulho,
És chama que acende o meu corpo,
És rio de lágrimas e selva de cristal,
Cristal que parte a cada momento,
Mas se reconstrói no meu pensamento.

És rubrica no meu coração
Permaneces sem pedir licença
E partes deixando a saudade
Acumulando a tristeza sem verdade.

És o cume da minha vida,
O porteiro das portas fechadas,
És o sangue que me corre nas veias
És o púlpito das Igrejas,
Onde és o centro e o tormento.

És fonte de vida, que saboreio sem medida,
És folha de papel onde o meu ser se desvanece,
Onde me desfaço em partículas.
És medo que me assombra.
Deserto e oásis,
Verdade e mentira,
Paraíso e inferno.
És um ser que me transcende.
E pintarás toda a minha vida de cores intensas
E intensamente pintas a tela do meu corpo.

1 comentário:

  1. sim senhora...mt bonito...ens jeito menina...esse porteiro tem duas personalidades mt distintas ;)

    ass: Bruno Fernades

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