Velas que queimam sem cessar num corpo morto, paralisado, mudo dormindo em camas de veludo. Gotas de água que transbordam no pensamento, uma maresia penetrante de fragrância pura e um vidro fino que trespassa a alma. O perfume sórdido que atormenta o ser. Deslumbramento sem sentido que perfura agora o organismo e mata lentamente
A chuva que cai lá fora faz se ouvir e deixa uma conclusão inconclusiva que perturba agora este estranho indivíduo. Se estamos perante alguém que não quer mais viver, então sabemos de fonte segura que não é mais necessário palavras, mas agir de forma rápida e eficaz. Este ser é acorrentado em correntes de metal. E agora? Agora o metal corrompe-lhe ainda mais os pensamentos… Finalmente passado umas horas conseguimos fazer com que nos oiça.
Os psiquiatras ainda têm uma alma forte e conseguem aliviar este pobre ser que pede misericórdia. Será que um dia vai descansar sem flagelos? Eis a questão que perdurará no meu pensamento durante longos períodos de tempo.
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