sábado, 22 de agosto de 2009

A leveza da Alma

Uma vontade súbita de escrever
Permitiu que umas mãos suaves,
Umas mãos de pele delicada,
Macia e transpirada
Retirassem da secretária a lapiseira
E iniciassem o seu percurso pelas folhas de papel.
Aquela epiderme suada começou a sua busca
Percorrendo cada linha,
Cada traço mais profundo da folha.

A derme saciava a epiderme
De novas células rejuvenescidas e
Brevemente aquela pele ficaria repleta de juventude.
Não que aquelas mãos não fossem prefeitas,
Mas havia algo nelas que precisava de um toque leve de magia.
E assim, leve, levemente leve
A folha de papel se ia enchendo de palavras.

As mãos delicadas estavam mais perto do exagero da perfeição.
A razão?
A razão é que aquelas mãos segredavam com a folha de papel.
Outrora a Alma havia segredado com os dedos suaves das mãos!

1 comentário:

  1. Ana... está lindo! É a minha opinião sincera! Nunca pares de nos dar estes "presentinhos" tao saborosos! Que nos fazem sempre querer ler mais!

    beijinho amiga*

    Joou'

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