domingo, 31 de janeiro de 2010

'Olhares de puro mel!'

Abri a janela e envolvida nos lençóis fiquei a olhar o céu… As nuvens estavam brancas como algodão e os pássaros esvoaçavam velozmente, batendo as asas. Fiquei a imaginar como seria se também eu pudesse voar pelos céus, batendo as asas velozmente...
O dia estava soalheiro e a magia permanecia no ar, embora o nevoeiro da noite se tivesse desvanecido. Veio-me à memória repentinamente, a fila de candeeiros que luziam na estrada e as árvores despidas das suas folhas e repletas de gotas de água com que o orvalho as presenteava. Os seus ramos voavam ao sabor do leve vento…e com o vento também os meus pensamentos cintilavam ao sabor das emoções.
A noite estava agradável e o luar envolvia a escuridão num misto de misticismo e sensualidade. As estrelas brilhavam e uma cor doce de mel prendia a minha atenção… Olhares… olhares de puro mel!

sábado, 9 de janeiro de 2010

Um profundo quente e doce.

Penetrou-lhe o olhar com uma suavidade que lhe aqueceu o coração! O seu corpo estremeceu e aquele olhar fez dela, por momentos, uma prisioneira. Esses olhos eram cor de mel, de um profundo quente e doce.
Na sua face gelada um sorriso clareou todas as suas expressões e ela baixava agora o rosto com delicadeza e ele...Ele segurou-lhe a mão e sentiu que ela tremia e no entanto sabia que também ele estremecia...
Os seu corações palpitavam com batimentos fortes e rápidos. Foi preciso apenas um momento para que aqueles dois corpos se unissem à verdadeira e inocente paixão. A inocência tomou conta destes dois seres e levou-os para um mundo selvagem de cores intensas e sentimentos alucinantes.
E este foi um momento verdadeiro que lhe preenche a memória e o coração até ao presente...Foi a última vez que ela o teve, pois um último suspiro arrebatou todo aquela Alma, todo o corpo daquele Ser...e… dias depois, numa queda lenta ele desfalecera para jamais voltar a acordar.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

“Cada dia voa ao sabor do vento, mas não remes contra a maré.”

Tu queres ser feliz! Queres abraçar o mundo de uma só vez, correr até ao infinito e permanecer saciada com a alegria das vitórias conquistadas. Mas nem sempre podemos vencer. A perda é um obstáculo que temos de enfrentar durante o percurso Terrestre. Não é fácil conviver com a sensação de perda, mas é fácil aprender a lutar para não mais perder.
Cair não significa ser um ser fraco, significa que somos humanos, que perdemos, mas que também estamos aptos a vencer. Cair significa aprender a levantar-se e erguer a cabeça, significa sorrir porque estamos vivos e porque um mundo grandioso e belo se encontra lá fora à nossa espera. Significa não nos enterrarmos na areia, mas caminharmos sobre ela, fazendo pegadas leves que mais tarde serão apagadas pelo mar que nos molha de mansinho ou com brusquidão fazendo com que sintamos a energia da Vida em nosso redor.

A vida é para ser vivida sonhando, mas acima de tudo lutando.

LUTA, AMA, CRESCE, VENCE!

sábado, 14 de novembro de 2009

'Teu Fado'

Triste Fado o teu,
Que anseia por alento
Em altura de tormento.

Triste Fado o teu,
Sem destino e direcção,
Sem sentido e opção.

Triste Fado o teu
Que te faz escrever
As letras de dor,
Que fantasias transpor.

Triste Fado o teu
Que silencias amargamente,
Determinantemente inocente.

Triste Fado o teu,
Onde depositas toda a esperança
Num verdadeiro sorriso
Numa simples dança…

Triste Fado o teu
Que finalmente muda,
Agora teu Fado é sorridente.
E Tua felicidade permanente!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

"Complementação do Eu"

Uma existência alucinante,
Num contacto constante
Um mundo verdadeiro
Num sonho inteiro.

Complementação do Eu
Em satisfação permanente,
Em magia pura
Uma soberania que perdura.

Sensação fascinante
Em ilustre companhia,
Que deixa uma saudade
Com sabor a vida!